Os avanços na UNITA Graduate School, destinada a apoiar programas de doutoramento conjuntos e iniciativas com tutela partilhada entre universidades, a crescente integração académica entre as universidades participantes e o desenvolvimento de um modelo de confederação para a aliança, dominaram a edição de 2026 da UNITA Week. Entre 10 e 12 de março, representantes das 12 universidades que integram a aliança europeia UNITA – Universitas Montium estiveram reunidos no Instituto Politécnico da Guarda – IPG em Portugal.
“O debate no ‘governance board’ e o trabalho das comissões técnicas realizado na Guarda confluíram no aprofundamento da aliança entre as universidades participantes”, afirma Joaquim Brigas, presidente do Politécnico da Guarda. “Foram discutidos novos modelos de formação conjunta que incluem o desenvolvimento de joint degrees e double degrees, permitindo percursos académicos partilhados e diplomas reconhecidos em diferentes sistemas de ensino superior europeus”.

Durante três dias, equipas académicas, gestores de projeto e responsáveis institucionais participaram em reuniões dedicadas a áreas estratégicas da aliança, incluindo governança e qualidade, educação e formação ao longo da vida, investigação e inovação, desenvolvimento territorial e impacto das iniciativas UNITA. Destacou-se a apresentação de resultados do sistema de garantia da qualidade da aliança, desenvolvido em articulação com agências europeias de avaliação e acreditação, incluindo a ARACIS, o que reforçou a confiança institucional na construção de um campus europeu transnacional.
No domínio da educação, os trabalhos evidenciaram a crescente integração académica entre as universidades da aliança. Nos últimos cerca de 18 meses, a UNITA registou aproximadamente 9.500 mobilidades de
estudantes, refletindo o dinamismo dos programas de intercâmbio e das experiências de aprendizagem internacional promovidas no âmbito da rede. Atualmente, a aliança disponibiliza 271 programas académicos com o selo UNITA Degree, desenvolvidos em cooperação entre instituições parceiras.
A reunião da Guarda abordou também iniciativas destinadas a reforçar a flexibilidade curricular e a aprendizagem ao longo da vida. Entre estas, destaca-se o “programa UNITA à la carte”, o qual permite aos estudantes complementarem os seus percursos formativos através de unidades curriculares oferecidas por diferentes universidades da aliança. No âmbito da formação contínua, foram também desenvolvidas 18 microcredenciais, dirigidas a estudantes e profissionais, reforçando a oferta de “lifelong learning”.
Na área da investigação, foi reafirmado o papel dos Thematic Hubs como estrutura de cooperação científica da aliança, bem como o avanço da UNITA Graduate School, destinada a apoiar programas de doutoramento conjuntos e iniciativas de cotutela entre universidades.
Durante os encontros foi igualmente debatida a evolução institucional das alianças universitárias europeias. Entre as propostas em análise encontra-se o desenvolvimento de um modelo de confederação de universidades europeias, entendido como uma evolução da atual aliança para formas mais estruturadas de integração académica e científica. Esta evolução deverá ser construída em diálogo com a Comissão Europeia e com entidades europeias de garantia de qualidade, como a ARACIS.
“Para o Instituto Politécnico da Guarda, a participação na UNITA representa uma oportunidade estratégica de internacionalização e desenvolvimento científico, reforçando simultaneamente o papel das instituições de ensino superior na dinamização dos territórios de montanha e transfronteiriços”, afirma o seu presidente, Joaquim Brigas.





